ANÁLISE DE INTERAÇÕES ENTRE MEDICAMENTOS ANTI-HIPERTENSIVOS E CHÁS DE ORIGEM VEGETAL UTILIZADOS POR IDOSOS

ANÁLISE DE INTERAÇÕES ENTRE MEDICAMENTOS ANTI-HIPERTENSIVOS E CHÁS DE ORIGEM VEGETAL UTILIZADOS POR IDOSOS

Edson Alexandre Queiroz¹, Klívia Moraes Mendes², Luciana Godoy Pellucci de Souza³, Maria Clara Pedrosa Ferreira4

 

RESUMO

O uso de chás à base de plantas medicinais para cura, prevenção e tratamento de doenças se torna cada vez mais comum, isso se deve ao fácil acesso e ao baixo custo desses produtos. O uso desses chás como tratamento complementar pode ser perigoso e, em sua maioria, apresentar baixo índice terapêutico. Percebe-se que o alto índice de hipertensão entre idosos e o grande consumo de chás à base de plantas medicinais fazem aumentar a incidência de idosos que, mesmo usando os medicamentos necessários, têm a pressão desregulada, o que torna necessária a associação de mais medicamentos, trazendo um enorme risco à saúde pública do país. Esse projeto tem como objetivo a realização de uma análise acerca do uso concomitante de anti-hipertensivos e chás à base de plantas medicinais, buscando-se, na literatura científica, possíveis interações medicamentosas, e alterações de pressão, que podem vir a ocorrer. Devido à pandemia da COVID-19, com seu consequente distanciamento social, ocorreram dificuldades em relação aos idosos se adaptarem à tecnologia. Prontamente, realizaram-se diversas pesquisas e revisões bibliográficas sobre o tema, além da elaboração do questionário destinado aos idosos. Inferem-se, portanto, a identificação de interações entre a medicação anti-hipertensiva e as plantas medicinais. Após a identificação das plantas utilizadas pela população de idosos hipertensos, bem como seus possíveis efeitos, foram ministradas orientações de saúde, de modo a evitar problemas futuros, e servir de referência para aplicação desse tipo de pesquisa nos programas de saúde.

Palavras-chave: Anti-hipertensivos; Plantas Medicinais; Interações Medicamentosas.

 

ABSTRACT

The use of herbal teas for cure, prevention and treatment of diseases is becoming more and more common, this is due to the easy access and low cost of these products. The use of these teas as a complementary treatment can be dangerous and, for the most part, have a low therapeutic index. It is noticed that the high rate of hypertension among the elderly and the large consumption of herbal teas increase the incidence of elderly people who, even using the necessary medications, have unregulated blood pressure, which makes the association of more medications necessary. , bringing an enormous risk to the country’s public health. This project aims to carry out an analysis of the concomitant use of antihypertensives and herbal teas, searching, in the scientific literature, for possible drug interactions and pressure changes that may occur. Due to the COVID-19 pandemic, with its consequent social distancing, there were difficulties for the elderly to adapt to the technology. Promptly, several researches and bibliographical reviews on the subject were carried out, in addition to the elaboration of the questionnaire for the elderly. Therefore, the identification of interactions between antihypertensive medication and medicinal plants is inferred. After identifying the plants used by the hypertensive elderly population, as well as their possible effects, health guidelines were given, in order to avoid future problems, and serve as a reference for the application of this type of research in health programs.

Keywords: Antihypertensives; Medicinal plants; Drug interactions.

 1- Doutor em Enfermagem – Faculdade de Enfermagem – UFMG 2019, Mestre em Ciências Biológicas – UFMG 2008, graduação em Enfermagem 2006, e-mail: professor.edson.funec@gmail.com; 2- Técnica em Farmácia- FUNEC-Unidade Centec 2020, email: moraesklivia@gmail.com; 3- Especialista em Educação em Saúde CEFES – UFMG 2020, Bacharel em Farmácia – UFMG 2013, e-mail luciana.pellucci@yahoo.com.br;  4- Técnica em Farmácia – FUNEC-Unidade Centec 2020, email:mariaclarap2002@gmail.com


1.       INTRODUÇÃO

O uso de plantas medicinais pela população idosa tem levantado o interesse de profissionais de saúde, na medida em que se detectam a eficiência de seus efeitos e a extensão de sua indicação (LOPES, et al., 2010). É comum ouvir idosos se referirem ao uso de preparados à base de plantas, por meio de expressões como: “quando estou com inchaço, tomo chá”, ou “além do remédio, uso o chá”. Devem-se tomar alguns cuidados com a utilização de plantas medicinais no tratamento de doenças, pois elas podem se caracterizar como fontes triviais de toxicidade, principalmente pelo uso indiscriminado, e de forma aleatória, podendo, assim, acarretar danos ao organismo. “Estudos demonstram que potenciais interações medicamentosas podem ocorrer entre os medicamentos sintéticos e os fitoterápicos, levando ao aumento dos efeitos colaterais ou perda da ação farmacológica dos primeiros”. (OLIVEIRA-JÚNIOR, et al., 2012).

O envelhecimento populacional é uma mudança demográfica considerável, observada no Brasil e em todo o mundo. Fatores como a aposentadoria, menores responsabilidades domésticas e a necessidade de transporte para locomoção em grandes distâncias, substituem gradativamente a atividade física, pelo hábito sedentário de viver, na população idosa. A esses fatores podemos, ainda, associar a ingestão de alimentos industrializados, ricos em gorduras saturadas, açúcares e sal, que causam obesidade, esteatose hepática, diabetes melito ou resistência à insulina, colesterol elevado, triglicérides elevados e hipertensão arterial (GRAVINA et al., 2007). Doenças, cardiovasculares, tal como a hipertensão, constituem as causas mais frequentes de óbito da população idosa no Brasil (FIRMO, et al., 2004).

A Hipertensão Arterial Sistêmica – HAS consiste numa condição clínica multifatorial, caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial (BRANDÃO, et al., 2010). É também o principal fator de risco para as alterações funcionais e/ou estruturais dos órgãos alvo (coração, encéfalo, rins e vasos sanguíneos), e as alterações metabólicas, com consequente aumento do risco de eventos cardiovasculares fatais e não fatais (RODRIGUES, et al., 2013). Sua definição se dá quando são encontrados valores pressóricos para pressão arterial sistólica, acima de 140 milímetros de mercúrio (mmHg), e diastólica, acima de 90mmHg. Assim, a pressão arterial encontrada no seu limite de normalidade corresponde a valores sistólicos entre 130-139mmHg e diastólicos entre 85-89mmHg, enquanto que a pressão arterial normal sistólica < 130mmHg e diastólica < 85mmHg. E, para a pressão arterial classificada como ótima, a pressão arterial sistólica deve estar < 120mmHg e a diastólica < 80mmHg (PIERIN, et al., 2010). Os medicamentos utilizados de forma mais recorrente entre idosos, para o tratamento farmacológico da hipertensão arterial, são: hidroclorotiazida, losartana, captopril, enalapril e atenolol. (MENGUE, BERTOLDI, RAMOS, FARIAS, OLIVEIRA, TAVARES, et al., 2016).

  • OBJETIVO

O objetivo do projeto é a realização de uma análise acerca do uso concomitante de anti-hipertensivos e chás à base de plantas medicinais, buscando-se, na literatura científica, possíveis interações medicamentosas, e alterações de pressão, que podem vir a ocorrer.

3.       METODOLOGIA

Para escolha dos artigos científicos de base, buscamos por meio dos sites “SciELO”,  e “Google Acadêmico”, as seguintes palavras-chave: anti-hipertensivos, plantas medicinais e, interações medicamentosas, sendo selecionados os  artigos de acordo com a data de publicação, sobretudo, os mais recentes, envolvendo medicamentos anti-hipertensivos, chás de origem vegetal e a população idosa. Dessa forma, foram recuperados os seguintes arquivos:

  • Benefícios e Malefícios das Plantas Medicinais;
  • Conhecimento sobre hipertensão arterial sistêmica e adesão ao tratamento de anti-hipertensivos em idosos;
  • Interações medicamentosas potenciais entre idosos em uso dos anti- hipertensivos, da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais do Ministério da Saúde do Brasil;
  • Interações planta medicinal X medicamento convencional no tratamento da hipertensão arterial.
  • Prevalência de automedicação entre idosos em um centro-dia;
  • Principais interações entre plantas medicinais e medicamentos;
  • Terapia anti-hipertensiva utilizada por pacientes idosos de Porto Alegre/RS, Brasil;
  • Uso tradicional de plantas medicinais por idosos.

Pensou-se, incialmente, seguir a metodologia adaptada de Oliveira-Júnior et al., 2012 com idosos no munício de Contagem, Minas Gerais, porém, ocorreram certas negligências, devido à pandemia da COVID-19, na qual a parte prática desse trabalho foi interrompida. Elaborou-se um questionário orientado ( ANEXO 1 ), onde buscava analisar aspectos, tais como: sexo, perfil socioeconômico do idoso, conhecimento popular sobre plantas medicinais, principais plantas utilizadas, indicações, posologia, formas de preparo, de conservação e de aquisição.

A princípio, os idosos seriam apresentados ao projeto e questionados se aceitariam participar da pesquisa. Caso aceitassem, deveriam, então, estar de acordo com o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE, o qual seria apresentado a eles, para que pudessem assiná-lo. Além da aplicação do questionário orientado, foram feitas as seguintes aferições: a pressão arterial, o índice de massa corpórea e a circunferência da cintura dos idosos, conforme Peixoto, et al., (2005), avaliando a utilização de plantas medicinais e o risco cardiovascular dos pacientes analisados.

  • RESULTADOS

Contudo, observaram-se a interação dos medicamentos anti-hipertensivos e chás de origem vegetal, por meio do levantamento realizado pelas pesquisas bibliográficas, no qual se evidenciou que o uso concomitante de determinados produtos comprova a existência de certas alterações, tais como:

  • Allium sativum L. (Liliaceae) interage com o fármaco nevibolol, um anti-hipertensivo β-bloqueador;
  • Citrus sp (Laranja) interage com fármacos anti-hipertensivos β-bloqueadores (atenolol, bisaprolol, metoprolol, propranolol, pindolol, caverdilol, nadolol e labetalol);
  • Cymbopogon citratus (Poaceae) interage com as seguintes classes: fenilalquilaminas (verapamil), benzotiazepinas (diltiazem) e diidropiridinas (nifedipina e anlodipina);
  • Lippia alba (Erva cidreira, Lípia) interage com vasodilatadores diretos (hidralazina, minoxidil, nitroprussiato);
  • Passiflora sp (Maracujá) interage com vasodilatadores diretos (hidralazina, minoxidil).

Sendo assim, é de suma importância procurar orientação com um profissional da saúde, anteriormente, devido às interações possíveis de ocorrer futuramente, envolvendo a saúde do paciente.

  • DISCUSSÃO

A ação de algumas plantas medicinais sobre a pressão arterial é devido à presença de metabólitos secundários, conhecidos também como princípios ativos. Os princípios ativos são substâncias que a planta sintetiza e armazena durante seu crescimento e, geralmente, em uma mesma planta, encontram-se vários componentes ativos, dos quais um ou um grupo determinam a ação principal ou atividade farmacológica (CÂNDIDO, et al., 2008).

De acordo com Souza, et al., (2017), as espécies mais recorrentes na literatura foram:

  • Cymbopogon citratus (Poaceae) – O óleo essencial provocou hipotensão, presumivelmente por causa da redução da resistência vascular resultante da inibição do influxo de Ca2+ e possivelmente por ativação de receptores muscarínicos cardíacos que provocam a bradicardia. Podem ocorrer interações sinérgicas dos antagonistas dos canais de cálcio, uma vez que o mecanismo pelo qual os constituintes do óleo essencial de C. citratus coincide com o mecanismo de ação dos fármacos que estão em três classes diferentes: fenilalquilaminas (verapamil), benzotiazepinas (diltiazem) e diidropiridinas (nifedipina e anlodipina).
  • Allium sativum L. (Liliaceae) – Os compostos sulfurados mostraram atividade vasodilatadora in vitro mediada por liberação de óxido nítrico, Podem ocorrer interações sinérgicas quando o alho for usados simultaneamente ao fármaco nevibolol, um anti-hipertensivo β-bloqueador. Este medicamento atua inicialmente diminuindo o débito cardíaco. Provoca diminuição da secreção de renina, causa readaptação de barorreceptores e diminuição das catecolaminas nas sinapses nervosas. Atua ainda proporcionando vasodilatação pelo aumento da síntese e liberação endotelial de óxido nítrico (30), sendo este um efeito semelhante ao dos compostos sulfurados presentes no alho, sugerindo assim uma potencialização do efeito.
  • Citrus sp (Laranja) – A hesperidina presente na planta bloqueia receptores β-adrenérgicos, assim como ocorre com fármacos que atuam na redução do débito cardíaco, reduz a secreção de renina pelas células justa- glomerulares e possui ação central diminuindo a atividade simpática. Segundo Lima e cols (2012) o consumo de suco de laranja vermelha por um período de oito semanas provocou uma redução da pressão arterial sistólica em pessoas eutrócas, e as pessoas com excesso de peso tiveram uma diminuição da pressão diastólica. Possivelmente ocorrem interações do tipo sinérgicas com fármacos anti-hipertensivos β-bloqueadores (atenolol, bisaprolol, metoprolol, propranolol, pindolol, caverdilol, nadolol e labetalol).
  • Lippia alba (Erva cidreira, Lípia) – O citronelol é o responsável pela atividade anti-hipertensiva da planta. Estudos realizados por Bastos (2009) sugeriram que o mecanismo pelo qual o citronelol diminui a pressão arterial seja por efeito direto na musculatura lisa vascular, promovendo vasodilatação. Interações medicamentosas: O citronelol presente em L. alba possui mecanismo de ação anti-hipertensivo semelhante aos vasodilatadores diretos (hidralazina, minoxidil, nitroprussiato) que agem sobre a musculatura da parede vascular, proporcionando relaxamento muscular, vasodilatação e a diminuição da resistência vascular periférica. Essa semelhança no mecanismo de ação sugere que a associação entre essa classe de fármacos e a Lippia alba pode causar uma potencialização do efeito destes fármacos.
  • Passiflora sp. (Maracujá) – Foi observado por Ichimura e cols (2006) a diminuição da pressão arterial sistólica em ratos espontaneamente hipertensos após administração de extrato metanólico de Passiflora edulis (10-15 mg/kg). Os autores sugerem que possivelmente o efeito esteja relacionado com a ação vasodilatadora de polifenóis como a luteolina e seus glicosídeos contidos no extrato. O uso de Passiflora sp. associado à cafeína, guaraná ou efedra pode acarretar em aumento da pressão arterial. Os anti-hipertensivos da classe dos vasodilatadores diretos (hidralazina, minoxidil) atuam promovendo relaxamento da musculatura da parede vascular, resultando em vasodilatação e diminuição da resistência vascular periférica. Estes, quando associados ao uso de Passiflora sp podem potencializar o efeito farmacológico, visto que, o mecanismo de ação pelo qual a planta atua é semelhante. (SOUZA, et al., 2017).

Esses dados demonstram que as plantas medicinais, de várias famílias, normalmente utilizadas em chás apresentam ação sobre a hipertensão arterial.

6. CONCLUSÕES

Contudo, observou-se o quanto a população faz o uso, desde a antiguidade, e muita das vezes, de maneira inadequada, de plantas medicinais, sendo uma prática transmitida de forma oral entre as gerações. A realização desse trabalho permitiu identificar a importância dos estudos das interações entre medicamentos anti- hipertensivos e chás de origem vegetal, pela necessidade de relatar o conhecimento tradicional que está sendo transformado, à medida que a comunidade científica possibilita pesquisas e informações comprovadas sobre o tema.

Esse projeto seria realizado com um grupo de idosos com média 65 anos de idade e, atualmente, essa faixa etária se encaixa no grupo de risco, devido ao cenário de pandemia e ao distanciamento social em que vivemos. Essa situação gerou uma vasta complicação no andamento do projeto, porém, o uso da ciência e da tecnologia tem nos favorecido constantemente, sendo realizadas outras adaptações possíveis.

Mas, apesar de termos encontrado algumas impossibilidades durante a pesquisa, nota-se que o avanço da Ciência no mundo se mostrou constante, ela ganhou extrema visibilidade na pandemia, com pesquisas para verificar o contágio, produção de testes diagnósticos, estudo do vírus, perspectiva de se fazer uma vacina e, com isso, a sociedade passou a dar mais credibilidade ao meio científico, dando o devido reconhecimento a essa área que, às vezes, ficava esquecida e não era valorizada.

7. REFERÊNCIAS

FIRMO, J.O.A.; LIMA-COSTA, M.F.; UCHÔA, E. Projeto Bambuí:maneiras de pensar e agir de idosos hipertensos. In: Cad. Saúde Pública, v. 20, n. 4, p.1029-1040, 2004. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/csp/a/tR7MGkGPYZ498CVCGwCKzDG/?lang=pt>. Acesso em: 25 abr. 2020.

GRAVINA, C.F.; GRESPAN, S.M.; BORGES, J.L. Tratamento não-medicamentoso da hipertensão no idoso.In:Rev Bras Hipertens, v. 14, n. 1, p. 33-36, 2007. Disponível em: < http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=LILACS&lang=p&nextAction=lnk&exprSearch=454292&indexSearch=ID>. Acesso em: 29 abr. 2020.

LOPES, G.A.D. et al. Plantas medicinais:indicação popular de uso no tratamento de hipertensão arterial sistêmica (HAS).In:  Rev. Ciênc. Ext. v.6, n.2, p.144, 2010. São Paulo: Universidade Estadual Paulista, 2010. Disponível em: < https://ojs.unesp.br/index.php/revista_proex/article/view/377/368>. Acesso em: 25 abr. 2020.

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OLIVEIRA-JÚNIOR, R.G.; et al. Plantas medicinais utilizadas por um grupo de idosos do município de Petrolina, Pernambuco. In: Revista Eletrônica de Farmácia, v. 9, n. 3, p. 16 – 28, 2012. Disponível em: < https://pdfs.semanticscholar.org/2d1d/675402cca239a85f2538e2178eb41fc2c515.pdf>. Acesso em: 27 abr. 2020.

PEIXOTO, M.R.G. Circunferência da cintura e índice de massa corporal como preditores da hipertensão arterial. In: Arq. Bras. Cardiol. v. 87, p. 462-470 2006. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/abc/a/hkhzdRKxs5sTccNn6Dtt5VJ/?format=pdf&lang=pt>. Acesso 18 jun. 2020.

SOUZA J.B.P., et al. Interações Planta Medicinal X Medicamento Convencional no tratamento da Hipertensão Arterial. In: Rev. Infarma – Ciências Farmacêuticas 29(2)90, June 2017. Disponível em: < http://revistas.cff.org.br/?journal=infarma&page=article&op=view&path%5B%5D=1900>. Acesso em 15 jun. 2020.