INFLUÊNCIA DO PERFIL GLICÊMICO E MEDIDAS CORPÓREAS NA ROTINA DE TRABALHO DAS FUNCIONÁRIAS DA FUNEC – UNIDADE CENTEC

INFLUÊNCIA DO PERFIL GLICÊMICO E MEDIDAS CORPÓREAS NA ROTINA DE TRABALHO DAS FUNCIONÁRIAS DA FUNEC – UNIDADE CENTEC

RESUMO

Esse projeto visa avaliar o perfil glicêmico e o Índice de Massa Corporal – IMC, de faixas etárias variadas, das funcionárias da Fundação de Ensino de Contagem – FUNEC – Unidade CENTEC e, o impacto desses índices na rotina de trabalho deste público. Dessa forma, será realizado o exame de glicose em jejum e o cálculo do IMC, por meio das medidas corpóreas, a fim de analisar as amostras e as medidas colhidas, para prever possíveis impactos em relação a estes. Junto ao cálculo do índice glicêmico, IMC e risco cardiovascular, será entregue um questionário sobre alimentação e rotina diária, para responderem, no intuito de analisar e verificar qual a possível relação com os índices.

Palavras-chaves: Glicemia; Mulheres; IMC; Rotina de trabalho.

ABSTRACT

This project aims to evaluate the glycemic profile and the Body Mass Index – BMI, of different age groups, of the employees of the Fundação de Ensino de Contagem – FUNEC – CENTEC Unit and the impact of these indexes on the work routine of this public. In this way, the fasting glucose test and BMI calculation will be performed, using body measurements, in order to analyze the samples and measurements taken, to predict possible impacts in relation to these. Along with the calculation of the glycemic index, BMI and cardiovascular risk, a questionnaire about food and daily routine will be delivered, to answer, in order to analyze and verify the possible relationship with the indexes.

Keywords: Glycemia; Women; BMI; Work routine.

1.       INTRODUÇÃO

O conhecimento de novas técnicas e de novos horizontes possibilita que o mundo reaja com novos paradigmas sociais. Quando mais técnicas são desenvolvidas, mais capacidade o indivíduo tem para desenvolver novos saberes e manipular os distúrbios causados pela saúde. Essa cadeia do conhecimento contribui de forma significativa para o desenvolvimento da percepção do homem e para o progresso. Segundo Margotti (2011), “o importante é que o mundo valorize esse tipo de trabalho e perceba como o trabalho científico contribui para a formação do indivíduo e da sociedade em geral.” (MARGOTTI, 2011).

As publicações científicas são um importante componente da prática na saúde pública. O compartilhamento de evidências, por meio de publicações científicas, contribui muito na introdução de mudanças no âmbito da saúde global. Conforme Reis (2005), a pesquisa em saúde busca a prevenção e promoção da cura das doenças, provendo ao indivíduo e à sociedade meios para a melhoria da qualidade de vida da população. (REIS, 2005).

É importante ressaltar que, com o passar dos anos, a fatia do mercado de trabalho ocupada pelas mulheres aumentou. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, “menos de 14% das mulheres tinha emprego no ano de 1950, e o último censo (2010) mostra que esse número passou para 49,9%”. Portanto, não se pode negar que houve um grande avanço na inserção das mulheres no mercado de trabalho, impactando na rotina de trabalho e no metabolismo feminino. (IBGE, 2010).

De acordo com a Revista Brasileira de Análises Clínicas – RBAC (2016),

Há uma grande preocupação com o controle dos níveis glicêmicos, visto que, em longo prazo, a hiperglicemia culmina em processos patológicos intensos, podendo causar complicações, disfunções e insuficiência de vários órgãos e, portanto, comprometer a autonomia e a qualidade de vida do indivíduo acometido. (RBAC, 2016).

O descuido com a alimentação e com a saúde durante uma rotina intensa de trabalho, associada ao uso de medicamentos, estresse e a falta de atividades físicas, proporciona o diabetes mellitus tipo 2 (DM2), a hiperglicemia e a obesidade. Segundo Bortoli et al. (2018), “é um dos mais graves problemas de saúde pública em todo o mundo, particularmente no Brasil, pela alta prevalência e por se destacar como importante fator de risco cardiovascular.” (BORTOLI et al, 2018).

Doenças relacionadas ao peso podem ser evitadas com métodos que avaliam a relação entre o peso e altura, como o IMC, e a relação cintura-quadril, a saber:

1. 1 IMC

Segundo o Canal Nutrição e Prática Saudável (2012), o IMC é uma medida internacional, usada para calcular se uma pessoa está no peso ideal, e complementa da seguinte forma:

Desenvolvido no fim do século XIX, a medida é um método fácil e rápido para a avaliação do nível de gordura de cada pessoa, ou seja, é um preditor internacional de obesidade, adotado pela Organização Mundial da Saúde – OMS. O IMC é determinado pela divisão da massa do indivíduo pelo quadrado de sua altura, onde a massa está em quilogramas e a altura está em metros. É importante notar que não se leva em consideração a massa muscular quando se calcula o Índice de Massa Corporal. (NUTRIÇÃO E PRÁTICA SAUDÁVEL, 2012).

1.2 Relação cintura-quadril

Conforme o Ministério da Saúde – MS (2017), 

a relação cintura-quadril é o cálculo que se faz a partir das medidas da cintura e do quadril para verificar o risco de doenças cardiovasculares, (…) é calculada dividindo-se a medida da circunferência da cintura em centímetros pela medida da circunferência do quadril em centímetros. O índice de corte para risco cardiovascular é igual ou maior que 0,85 para mulheres e 0,90 para homens. (MS, 2017).

O projeto visa contribuir para o bem-estar das mulheres, e dar uma atenção necessária àquelas que necessitam. É um público que passa por constantes mudanças no meio social, além de conviver com a ansiedade e o estresse. A busca pelo sucesso no mercado de trabalho, sendo uma prioridade, relaciona-se à dislipidemia, ao sedentarismo e à obesidade. A escolha da FUNEC – UNIDADE CENTEC, localizada no município de Contagem tem como finalidade propiciar uma assistência à saúde das funcionárias desta instituição, visando contribuir para uma melhor qualidade de vida através de mudanças por hábitos saudáveis.

2. OBJETIVO

O trabalho tem por objetivo avaliar os valores de glicemia, correlacionando-o com as medidas corporais das funcionárias da FUNEC – Unidade CENTEC, buscando compreender e relacionar com o impacto na rotina de trabalho dessas mulheres, e informar a relevância do controle desses índices. Sendo assim, foram avaliadas 17 (dezessete) amostras, dependentes de sexo e independentes da idade.

3.  PERFIL E CONTROLE GLICÊMICO

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – SBEM (2006) diz que o perfil glicêmico ou PG é um exame muito utilizado para controle de Diabetes Mellitus Gestacional e hiperglicemia diária. O perfil glicêmico é um teste que avalia resultados de glicemias realizadas ao longo do dia e em diferentes horários, servindo para saber como o valor da glicemia altera durante um dia. (SBEM, 2006).

Conforme a Unimed (2012), há parâmetros que podem afetar o controle da glicemia, como:

  • Alimentação – É necessário que haja um controle na ingestão de alimentos como doces e carboidratos, pois estes alimentos culminam em um aumento da glicemia.
  • Medicação – Alguns medicamentos como anticoagulantes orais, esteroides, ciclofosfamida, fluoxetina e tetraciclinas também podem resultar em alteração do controle glicêmico.
  • Exercícios físicos – Atividades físicas são essenciais para manutenção do controle glicêmico, posto que traga benefícios como o aumento da ação da insulina, fazendo com que o organismo passe a utilizar mais glicose.
  • Estresse – Alterações de humor como sensações de nervosismo, irritação e ansiedade institui o organismo a liberar hormônios alterando o nível glicêmico, podendo causar uma crise de hiperglicemia. (UNIMED, 2012).

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes – SBD (2007) a avaliação do controle glicêmico é vital na verificação do tratamento e diagnóstico de portadores de diabetes tanto tipo 1, quanto tipo 2. Por meio dessa análise, o profissional da saúde, mais especificamente o médico, define os próximos eventos do paciente. (SBD, 2007).

Atualmente, os testes destinados à análise do controle glicêmico podem ser:

  • HbA1c (Glicohemoglobina);
  • Glicose capilar;
  • Glicose sanguínea.

De acordo com a SBD (2015),

Até a década de 1970, a avaliação do controle glicêmico era feita apenas com a medida domiciliar da glicosúria e dosagens ocasionais de glicemia de jejum. Desde então, houve avanços significativos nos métodos utilizados, com o desenvolvimento dos testes que avaliam o controle glicêmico em longo prazo […] (SBD, 2015).

3.1 Hiperglicemia

A SBD (2017) explica que a hiperglicemia se caracteriza por um nível muito alto de glicose no sangue, o qual pode ser devido à baixa utilização da insulina ou a não utilização desta. Este processo pode ser desencadeado, principalmente, por:

  • Dificuldade de utilização de insulina;
  • Excesso de alimentação e carência de exercícios;
  • Estresse causado por doenças como a gripe e, questão familiar, escola e trabalho.

Ainda, de acordo com a SBD (2017), um dos procedimentos para se obter bons resultados e evitar o agravamento da alteração da glicose, seja hiperglicemia ou hipoglicemia, é o monitoramento das taxas desta no sangue, permitindo, assim, avaliar o estilo de vida, e se a medicação utilizada está em conformidade com os níveis de açúcar do corpo. (SBD, 2017).

3.2 Pré-diabetes

De acordo com Souza et al (2012), o pré-diabetes é reconhecido como,

um grupo intermediário de indivíduos cujos níveis de glicose, embora não satisfaçam os critérios para Diabetes Melitus – DM, são elevados para serem considerados normais”. Esse grupo foi definido como Glicemia de Jejum Alterada – GJA e, Tolerância Diminuída à Glicose (TDG), sendo considerados estágios intermediários na história natural do Diabetes Melitus tipo 2 – DM2, hoje conhecido como pré-diabetes. A GJA é diagnosticada pela glicemia, após 8 horas de jejum. A TDG somente pode ser identificada por meio da realização do Teste Oral de Tolerância à Glicose – TOTG. (SOUZA et al, 2012).

Os níveis sanguíneos de glicose são estritamente controlados, sendo considerados normais entre 70 e 99 mg/dL, quando o indivíduo se encontra em jejum de oito horas, portanto, estabelecendo-se como tolerância à glicose normal quando a glicemia for menor que 100mg/dl, em jejum, e menor que 140mg/dl, se realizada duas horas após a sobrecarga oral de 75g de glicose anidra, que é o “TOTG”.

De acordo com Bonfante (2015),

No pré-diabetes, define-se como Glicemia de Jejum Alterada (GJA) a concentração de glicose no sangue maior ou igual a 100 mg/dL e menor que 126mg/dl no período de jejum e Tolerância a Glicose Diminuída (TGD) a glicemia maior ou igual a 140mg/dL e menor que 200mg/dL no TOTG. (BONFANTE, 2015).

Ainda, segundo Bonfante (2015),

pré-diabetes está relacionado à obesidade, hipertensão arterial e dislipidemia, dieta rica em gorduras saturadas e carboidratos com alto índice glicêmico, [e sedentarismo], todos são considerados fatores de risco para doença cardiovascular, nefropatia, retinopatia e neuropatia (doenças microvasculares)..

Condições heterogêneas em relação a mecanismos etiopatogênicos refletem distúrbios patológicos distintos na homeostase da glicose, quando apresentados de forma isolada, o que por sua vez desencadeiam o desenvolvimento de resistência insulínica hepática e periférica (nos músculos).  Além disso, a falência de células β, para compensar essa resistência à insulina, é também uma alteração precoce observada nos estados de pré-diabetes, [levando à Síndrome Metabólica]. (BONFANTE, 2015).

Para Bonfante, (2015), “as intervenções no estilo de vida e os vários tipos de farmacoterapia parecem essenciais dentro desse contexto”, além de algumas estratégias educativas, sociais, comportamentais e políticas que devem  ser adotadas, no sentido de conscientizar a população sobre a importância da prevenção, competindo

com uma sociedade industrializada e mecanizada, que favorece o sedentarismo e o consumo de alimentos com alto teor calórico e de gorduras saturadas, implicados diretamente no desenvolvimento do diabetes e da doença aterosclerótica. Portanto, torna-se criticamente importante a conscientização por parte das autoridades de saúde a respeito do reconhecimento dos estados de pré-diabetes, (…) para disseminar o conceito e a importância de seu tratamento. O reconhecimento dessa condição irá induzir esses pacientes a mudanças no estilo de vida através de dieta saudável e combate ao sedentarismo, pois trazem benefícios que vão além da prevenção do diabetes. (BONFANTE, 2015).

 

3.3 Obesidade e valor glicêmico

A saúde geral da mulher é comprometida pela obesidade. Além de prejuízos relacionados à diminuição da fertilidade, a obesidade afeta o curso da gestação e altera o valor glicêmico. As consequências do excesso de peso e hiperglicemia causam doenças crônicas como diabetes melitus, hipertensão arterial, hipercolesterolemia, doenças cardiovasculares, certos tipos de neoplasias e, ainda, apnéia do sono, distúrbios psicossociais e osteoartrites, em conformidade com Pereira (2003).

De acordo com Pereira (2003),

a distribuição da gordura corporal parece exercer grande influência nas anormalidades associadas à obesidade. Resistência à insulina, anormalidades do perfil glicídico e lipídico, dos ácidos graxos livres (AGL) e de seus metabolismos são mais prováveis em indivíduos que possuem obesidade central (abdominal) em relação àqueles com obesidade inferior (femoral). Mulheres com obesidade central, por exemplo, são mais propensas à diabetes do que aquelas que possuem obesidade menor na área abdominal. (PEREIRA, 2003).

De acordo com Teixeira et.al. (2003), “as pessoas portadoras de distúrbios na tolerância à glicose, dislipidemia ou hipertensão, tendiam a possuir IMC maior na fase adulta e ganhavam mais peso em espaço menor de tempo. Estes indivíduos também apresentaram maior relação cintura-quadril”. (TEIXEIRA et al, 2003).

Ainda, segundo Teixeira et al (2003), o risco de desenvolver distúrbios de tolerância à glicose, isoladamente ou associado à hipertensão e à obesidade é elevado. Há também um estágio intermediário entre a homeostase normal da glicose e o diabetes, que é a intolerância à glicose ou “tolerância à glicose [prejudicada ou] diminuída”, e as causas principais dessa condição são: sedentarismo, obesidade, desnutrição, estresse e hormônios. (TEIXEIRA et al, 2003).

 

4.ÍNDICE DE MASSA CORPORAL

O IMC, ou Índice de Quételet consite em um cálculo feito para compreender se o peso de uma pessoa está apropriado à altura e um dos meios mais utilizados, devido ser um método simples, fácil, prático, e de baixo custo, para avaliação da composição corporal de um grupo por discernir os que necessitam de uma intervenção nutricional por estabelecer indicadores. “Este cálculo pode indicar sobrepeso, magreza ou obesidade, considerando que o IMC não classifica estado nutricional, sendo necessário que seja interpretado por um profissional de saúde”, de acordo com o Ministério da Saúde – MS (2017).

Rocha et.al (2010) ressalta que,

O índice de massa corporal (IMC) é a medida mais utilizada e estudos epidemiológicos mostram sua clara associação com elevação de mortalidade (…). Medidas regionais de obesidade, entre as quais a medida da circunferência da cintura (CC) e a razão cintura/quadril (RCQ), são capazes de estimar indiretamente a gordura intra-abdominal que reflete a massa de tecido adiposo visceral, gerador de resistência à insulina. Essas medidas se mostram preditivas de distúrbios metabólicos, doença cardiovascular e morte (…). (ROCHA et al, 2010).

O IMC não é um cálculo direto para proporção e distribuição de gordura corporal. Alguns padrões, como “a distribuição de gordura e estatura, densidade óssea e massa muscular contribuem para a desproporção no perfil de IMC” de uma mulher, como diz Gugelmin e Santos (2005). Atualmente, o cálculo para IMC tem se mostrado eficiente quanto a estratificação de risco cardiovascular e na avaliação da obesidade e nas decisões às situações clinicas associadas, de acordo com Picon et.al (2007).

Conforme o Ministério da Saúde (2017), o acompanhamento do IMC é de extrema importância, em decorrência que ajuda no controle da saúde. Pode ser calculado por meio da razão entre a massa corporal, em quilogramas, e a estatura/altura ao quadrado, em metros, segundo Gugelmin e Santos (2005).

4.1 Relação cintura-quadril

A Relação Cintura-Quadril – RCQ é uma análise das medidas da cintura e quadril para verificar o risco de se desenvolver um evento cardiovascular, segundo Lima (2018). “Quanto maior a concentração de gordura abdominal, maior a predisposição de doenças como diabetes, hipertensão ou aterosclerose” e também a associação destas podem levar a um episódio de infarto, AVC. O tipo de distribuição de gordura corporal pode atentar quanto a um risco variável de eventos cardiovasculares, sendo que “a deposição excessiva de gordura na região abdominal” (…) está associada a um grande risco de eventos coronarianos (…) em ambos os sexos e diferentes etnias”, em conformidade com Picon et.al.(2007).

Picon et.al.(2007)informa que,

(…) As medidas antropométricas simples, como a circunferência abdominal e a razão cintura/quadril (RCQ), demonstraram ser adequadas para estimar a quantidade de gordura abdominal. Recentemente, foi sugerido que a RCQ define melhor indivíduos de risco para doença cardiovascular. (PICON et.al, 2007).

O Ministério da Saúde explica o cálculo da RCQ (2017),

A relação cintura-quadril é calculada dividindo-se a medida da circunferência da cintura em centímetros pela medida da circunferência do quadril em centímetros. O índice de corte para risco cardiovascular é igual ou maior que 0,85 para mulheres e 0,90 para homens. Um número mais alto demonstra maior risco. Quanto menor o valor da relação, melhor. Mulheres com RCQ de 0,8 ou menos, ou homens com RCQ de 0,9 ou menos são considerados “seguros”. Uma relação de 1,0 ou maior, para qualquer gênero, é considerada “em risco”.

A análise do IMC e da RCQ é um bom parâmetro quanto à avaliação do risco de doenças relacionadas ao excesso de peso e resultados acima do valor referencial indicam um alto risco ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, sendo necessário ajuda médica para avaliação concisa do tamanho do risco, consoante Lima (2018).

5.  ROTINA DE TRABALHO DAS MULHERES

Conforme Agostini (2002), sabe-se que o trabalho, quando efetuado sob condições determinadas, pode causar prejuízos à saúde, ainda que o trabalho é uma atividade de transformação da natureza. Possuir saúde e bem-estar no trabalho é essencial, o trabalhador, seja ele ou ela, devido à rotina estressante e a grande jornada de trabalho pode, muitas vezes, descuidar da saúde e acabar acarretando doenças que poderiam ser evitadas se houvesse um controle periodicamente.  (AGOSTINI, 2002).

O Instituto de Estudos de Gênero da Universidade Federal de Santa Catarina (1994) informa que “o crescimento da participação feminina no mercado de trabalho brasileiro foi uma das mais marcantes transformações sociais ocorridas no país desde os anos 70”. Assim, é interessante um estudo sobre a influência dessa nova conquista na saúde da mulher, uma vez que nos últimos vinte anos registrou-se um ligeiro e crescente aumento das mulheres no mercado de trabalho, em todas as áreas, em conformidade com Aquino; Menezes; Marinho (1995).

5.1 Influência do estresse, alimentação e exercício físico na rotina de trabalho

De acordo com Silva e Salles (2016),

O estresse (…) é o desequilíbrio físico e mental, podendo ter efeito negativo ou positivo, de acordo com a percepção e interpretação de cada pessoa. Se esse desequilíbrio se reestabelecer em curto prazo não haverá danos, caso isso não ocorra, a pessoa necessitará de tratamentos para controlá-los antes que desenvolva outras doenças.

Os seus efeitos englobam, além das consequências do estresse no corpo e na mente humana, suas implicações para a qualidade de vida da humanidade.

Devido a toda essa alteração no organismo, a qualidade de vida da pessoa que sofre o estresse diminui, seja através da noite mal dormida, da má alimentação, dentre outros.(…)

[Provoca] reações fisiológicas, [como]: as extremidades das mãos e pés tendem a ficarem suados e frios, batimentos cardíacos e pressão arterial tendem a subir, o nível de tensão muscular tende a aumentar, entre outros aspectos. (SILVA E SALLES, 2016 p. 234-247 apud LIPP, 1996, p. 19 apud BENEVIDES, 2002, p.26 ).

Ainda, segundo Silva e Salles (2016), os principais fatores relacionados ao estresse são:

1. Fatores intrínsecos ao trabalho: envolvem condições inadequadas de trabalho, turno, carga horária, remuneração, viagens, riscos, nova tecnologia e quantidade de trabalho;

2. Estressores relacionados ao papel no trabalho: envolvem tarefas ambíguas, conflitos na execução de tarefas e grau de responsabilidade;

3. Relações no trabalho: envolvem relações difíceis com o chefe, colegas, clientes e subordinados;

4. Estressores da carreira: envolvem falta de perspectiva de desenvolvimento, insegurança devido a reorganizações funcionais ou crises que afetam o emprego;

5. Estrutura organizacional: envolve falta de participação em decisões, estilos problemáticos de gerenciamento e pobre comunicação no trabalho;

6. Interface trabalho-casa: envolve os problemas que surgem da relação de conflito entre as exigências do trabalho e familiares; (SILVA E SALLES, 2016, P. 234-247 apud Rout e Rout (2002) apud Martins (2011).

Consoante Lelis; Teixeira; Silva (2012), em relação à alimentação, hábitos alimentares em decorrência da inserção das mulheres no mercado de trabalho levaram à principal modificação na saúde alimentar destas, pois, elas realizam refeições mais rápidas, com a substituição de refeições por lanches e por alimentos industrializados, como iogurte, biscoito, suco de caixinha, enlatados e refrigerantes. A dieta consumida caracteriza-se como hipercalórica, hiperprotéica, hiperlipídica e hipoglicídica. (LELIS; TEIXEIRA; SILVA, 2012).

Segundo Leitão et al (2000), os exercícios físicos realizados pelas “mulheres adquirem algumas características próprias que incluem desde as diferenças do perfil hormonal, passando pela incidência de determinadas patologias, até as respostas e adaptações ao exercício”. Porém, contribuem para a redução da pressão arterial e o combate de outras patologias que são causadas principalmente pelo sedentarismo, fator que é notável em mulheres que dedicam a maior parte de seu tempo para o trabalho e realização de outras tarefas, em que, não praticam nenhum exercício físico e muitas vezes com a alimentação irregular. Portanto,

é importante considerar o impacto causado pelo aumento da expectativa de vida na população e o papel social e profissional adotado pela mulher nos últimos anos. Esses fatores impõem uma revisão no estudo de diversas patologias e nas novas perspectivas de prevenção e tratamento das mesmas. (LEITÃO et al, 2012).

6.  METODOLOGIA

6.1 Descrição detalhada e ordenada

Foram avaliadas 17 amostras, dependente do sexo e independentemente da idade (dentro das funcionárias da instituição pesquisada), submetidos à análise do teste do perfil glicêmico, com os testes bioquímicos de glicemia por método tradicional e punção capilar, de acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 302, de 13 de outubro de 2005, que dispõe sobre o regulamento técnico para funcionamento de laboratórios clínicos, e cálculo do IMC, segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS. As funcionárias foram informadas e convidadas a participar deste estudo, mediante confirmação pelo Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE.

Aplicando-se a análise estatística, admite-se o erro de 5%.

6.2 Análises bioquímicas

As dosagens bioquímicas foram analisadas de acordo com os critérios propostos pela Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial – SBPC/ML e, de acordo com a RDC 302. A coleta de sangue e de medidas corpóreas foi realizada pelas alunas participantes do projeto, sob a supervisão dos professores orientadores. Foi realizada a coleta de sangue por punção capilar, para a dosagem bioquímica de glicemia, e a coleta das medidas corporais, com uma fita métrica, para a determinação do IMC.

6.3 Análise estatística

Os resultados obtidos foram analisados, levando-se em consideração a prevalência dos fatores de riscos isolados ou associados. Os valores médios e desvios – padrões para variáveis continuam com distribuição Gaussiana e, nas demais variáveis será aplicada a variação dos percentis em mediana.

7.  RESULTADOS

                                                                                                                                                                            Fonte: autoria própia

                                                                                                                                                                            Fonte: autoria própia

                                                                                                                                                                              Fonte: autoria própia

                                                                                                                                                                               Fonte: autoria própia

                                 

8.  DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Após análise do perfil glicêmico das voluntárias da instituição pesquisada, de faixa etária entre 30 e 50 anos, realizada a partir do método tradicional de punção capilar, foi possível concluir que a maioria das mulheres analisadas são aparentemente saudáveis, com o perfil glicêmico normal. Porém, foram encontrados 2 (dois) resultados com a glicemia alterada, independente da idade da voluntária e, 3 (três) mulheres apresentaram  patologias preexistentes. E, ainda, foram encontrados 2 (dois) resultados com a glicemia alterada, dependente da idade.

Assim, pode-se concluir que 82% das participantes (representando a maioria das mulheres analisadas) possuem a glicemia dentro da faixa de normalidade e, aparentemente, possuem estilo de vida saudável e habitual, sem nenhuma enfermidade. Ademais, as voluntárias que apresentaram alterações glicêmicas possuem alguma enfermidade associada, todavia, dispõem de acompanhamento médico. É importante frisar que as amostras alteradas foram repetidas e confirmadas, mostrando um alto valor glicêmico. Para mais, não foi possível realizar o cálculo do IMC, devido à pandemia causada pelo vírus SARS-CoV-2 e o cancelamento das atividades escolares presenciais.

9.  CONCLUSÃO

Após a realização do teste de perfil glicêmico pelo método escolhido, foram obtidos, na maioria, resultados sem alterações, indicando que a maior parte das voluntárias possuem um estado saudável. Entretanto, houve variação de alguns valores alcançados, indicando um estado de hiperglicemia, podendo-se evoluir para diabetes melitus, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e outras anormalidades. Portanto, são resultados que apresentam níveis arriscados para a vida das funcionárias, interferindo diretamente na rotina de trabalho e na saúde mental destas.

Ademais, foi possível compreender a importância de estar atento à saúde e ter alguns cuidados essenciais para o bem-estar e funcionamento do organismo, evitando doenças crônicas. Dessa forma, é essencial e necessário reforçar sobre a prática de exercício físico, aliado a uma boa alimentação, para ter efeitos positivos em relação à qualidade de vida.  Em virtude disso, é necessário frisar a relevância do projeto, no que se refere à importância de realizar exames laboratoriais, como o teste do perfil glicêmico, cálculo do IMC e RCQ, devido a estes serem essenciais para indicar um tratamento adequado para qualquer patologia.

10.  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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