A Escola e seu Papel na Produção de Estratégias para o Enfrentamento das Tensões e Disputas nas Redes Sociais

FUNDAÇÃO DE ENSINO DE CONTAGEM

UNIDADE INCONFIDENTES

 

 A Escola e seu Papel na Produção de Estratégias para o Enfrentamento das Tensões e Disputas nas Redes Sociais

Alunos:  Jordana Pimenta Alves Pinto e Kelly Cristine Mateus Leite

Orientador: Prof. Wasley Wagner Gonçalves

Coorientador: Profa Mônica Garcia Pontes

PIBIC-Jr: Biênio 2019-2020

 

Área do Conhecimento: Ciências Humanas

Palavras-chave: Escola; Violência; Redes Sociais; Cultura de Paz

Local e Data: Março de 2019

 

RESUMO

Trata-se de um projeto que visa elaborar estratégias que contribuam para o desenvolvimento de habilidades sociais entre jovens, de forma a valorizar a cultura da paz nos diversos espaços e meios de comunicação. Os estudantes farão uma revisão sobre violência e redes sociais e elaborarão material que suscite discussão acerca da cultura da paz e, a fim de considerar as vozes dos outros atores da escola, realizarão entrevistas e organizarão grupos focais para discussão do tema. Serão consideradas alternativas imaginadas pelos estudantes para solução de conflitos, bem como o ponto de vista dos estudantes quanto ao possível papel da escola diante desses enfrentamentos. Um roteiro será elaborado para orientar a conversa em dois grupos focais, bem como para planejar entrevistas. Os participantes dos grupos focais serão selecionados por sorteio aleatório simples e os participantes das entrevistas consistirão de profissionais e estudantes que se disponham a falar sobre o uso de redes sociais e sobre alguma situação de violência relacionada a esse uso. Todos os participantes terão suas identidades mantidas em sigilo, sendo a estes oferecido termo de consentimento livre e esclarecido. Os bolsistas identificarão as respostas mais frequentes e irão elaborar uma estratégia que contribua para minimizar confrontos na escola, especialmente com relação às redes sociais.

1 – Antecedentes científicos, relevância e justificativa da pesquisa

Melo (2010) conceitua violência como qualquer situação na qual há perda de reconhecimento mútuo por parte dos sujeitos, de forma que estes são relegados à condição de objeto mediante mecanismos de coerção, como uso de poder e força física. Nessa perspectiva, as relações dos indivíduos consigo mesmos e com o outro, bem como as relações de competição e o caráter estratégico do individualismo (DARDOT; LAVAL, 2016) interferem no modo como a violência se dá em diferentes ambientes, inclusive na escola.

Ações violentas contra crianças e adolescentes constituem obstáculos para o desenvolvimento desses sujeitos (MALTA et al, 2017). Neste contexto, a Organização Mundial de Saúde (2010) aponta os ambientes familiar, comunitário e escolar como relevantes locais de exposição de crianças e adolescentes à violência, especialmente no intuito de imprimir dominação, exploração de diferentes ordens e opressão.

Estratégias adotadas por jovens no convívio com seus pares, em alguns momentos, também constituem situações de violência. Nos últimos anos, temos nos deparado na escola com situações de violência que se iniciam com debates nas redes sociais, gerando situações que provocam consequências diretas para a vida dos estudantes e trabalhadores da escola.

A proposta desse projeto é levantar estratégias que possam contribuir para minimizar acontecimentos indesejados na escola, no que tange à discussões iniciadas nas redes sociais.

 2 – Objetivos

Elaborar estratégias que contribuam para desenvolvimento de habilidades sociais entre os jovens, de forma a valorizar a cultura de paz nos mais diversos espaços e meios de comunicação.

 3 – Metodologia

Os estudantes farão uma revisão bibliográfica acerca do fenômeno da violência, identificando: os principais tipos de violência que acometem os jovens e os espaços nos quais ela ocorre; estudos sobre utilização de redes sociais pelos jovens e sobre alguma relação entre violência na escola e uso das redes sociais. Após essa revisão inicial, os bolsistas irão elaborar algum material (cartilha, teatro) que suscite a discussão da cultura de paz na escola e nas redes sociais. Após a veiculação desse material no ambiente escolar, os bolsistas irão iniciar uma pesquisa qualitativa (GODOY, 1995), que consiste em organizar grupos de discussão denominados grupos focais (TRAD, 2009) e entrevistas individuais, nas quais será discutido um roteiro sobre violência e uso de redes sociais. Esse roteiro será elaborado pelos bolsistas a partir de informações recolhidas na literatura e terá o intuito de estimular os participantes dos grupos focais e das entrevistas a pensarem estratégias que minimizem situações de violência. Alternativas consistentes para solução de conflitos, bem como o ponto de vista dos estudantes quanto ao papel que a escola pode ter diante desses enfrentamentos, serão focos prioritários durante as atividades. O roteiro será utilizado em dois grupos focais realizados em diferentes turnos, contendo, cada um, ao menos dois representantes de cada série do Ensino Médio, além de outros estudantes selecionados para realização de entrevista, com utilização do mesmo roteiro. Os participantes dos grupos focais serão selecionados por sorteio aleatório simples; os participantes das entrevistas individuais  serão profissionais e estudantes que se disponham a falar sobre o uso de redes sociais e sobre alguma situação de violência relacionada a esse uso – será mantido sigilo quanto à identificação dos profissionais e dos estudantes entrevistados. Será oferecido termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) a todos os estudantes envolvidos na pesquisa, sendo mantido o anonimato de todos os envolvidos no tocante à divulgação dos resultados.

Após a realização dos grupos focais e entrevistas, os bolsistas identificarão as respostas mais frequentes e irão elaborar uma estratégia a partir dos olhares dos outros atores e das experiências que eles mesmos forem adquirindo, a fim de que essa estratégia contribua para minimizar confrontos na escola, especialmente aqueles que tenham relação com o uso de redes sociais. Importa suscitar a reflexão acerca de mecanismos de negociação possíveis para o convívio em sociedade.

4 –  Resultados e Impactos Esperados.

Espera-se que o projeto aponte alguns caminhos para lidar com a situação de violência na escola envolvendo o contato dos adolescentes com redes sociais. Há uma perspectiva de diminuição de conflitos entre estudantes e também destes em relação a outros sujeitos, como familiares e amigos.